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13+ Filmes Fantásticos dos Anos 80 - Clássicos da Sessão da Tarde
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13+ Filmes Fantásticos dos Anos 80 - Clássicos da Sessão da Tarde

Bárbara Lima ⋅ 6 março 2021
Conheça (ou relembre) os melhores filmes de fantasia da década de 80, a era dourada do cinema fantástico.

Para muita gente, os anos 80 foram a época áurea dos filmes de fantasia. A era dourada do cinema fantástico, em toda a sua glória.

Concorde ou não, há algo de muito particular nas produções de fantasia lançadas naquele momento: os efeitos especiais práticos, ainda sem contar com a computação gráfica, haviam chegado a seu nível mais sofisticado. Os cenários, a maquiagem, os prostéticos, as marionetes e a animatrônica garantiam um realismo mágica, alternativo, mas palpável, tangível. Logo depois de Star Wars provar a Hollywood que filmes de fantasia podiam ser muito rentáveis, em 1977, o gênero tornou-se muito popular e gerou muitos novos filhotes ao longo da década de 80, empregando todos os truques cinematográficos (a mágica do cinema) pelas mãos de alguns dos maiores talentos da época.

Abaixo, selecionamos 13 dos melhores filmes de fantasia dos anos 80, mais um bônus ao final (ou dois, na verdade).

#1

Labirinto - A Magia do Tempo
Labyrinth

Aventuras de Alice no País do Labirinto

Se você procura por uma versão alternativa de Alice no País das Maravilhas estrelada pelo legendário David Bowie, sua busca termina aqui. Nesta nova versão, Alice chama-se Sarah, e o país das maravilhas é um labirinto gigantesco habitado por criaturas excêntricas de toda sorte. E as canções ficam por conta do vilão, o Rei dos Duendes Jareth (David Bowie).

A jovem Sarah, porém, não havia pedido nenhuma aventura. Tudo o que queria eram algumas horas de sossego longe de seu irmão menor, Toby. Mas ao pedir que o menino "desaparecesse", ela evoca sem querer o Rei dos Duendes, que concretiza seu desejo de forma terrível: sequestrando o pequeno Toby, e dando a Sarah apenas treze horas para resgatá-lo no mundo do labirinto.

Apesar da simplicidade da premissa, Labirinto é um filme adorável, com personagens memoráveis e visuais inventivos. Para além das canções do próprio David Bowie, a produção conta com trilha sonora de Trevor Jones, também responsável pelas composições de outros filmes de fantasia desta lista, como Excalibur, O Cristal Encantado e Os Bandidos do Tempo. A produção executiva é assinada por George Lucas, com participação do marionetista Frank Oz (a voz e aos mãos por trás de Mestre Yoda) e roteiro de Terry Jones (do grupo Monty Python).

Título: Labirinto - A Magia do Tempo
Título original: Labyrinth
Diretor: Jim Henson
Ano: 1986
País: Estados Unidos / Reino Unido

#2

O Dragão e o Feiticeiro
Dragonslayer

Matador de dragões à moda antiga

Parcialmente inspirado do mundo fantástico do jogo de RPG Dungeons & Dragons, Dragonslayer é um daqueles filmes que você jamais desconfiaria terem sido produzidos pela Disney. Em uma atmosfera mágica de aventura, ele apresenta a jornada de Galen, aprendiz de feiticeiro, incumbido de aniquilar um dragão devorador de donzelas virgens. E apesar desse enredo de conto de fadas, algo comum nos filmes Disney, o filme traz temas e tramas mais complexos do que se esperaria, sem poupar o público juvenil de cenas tenebrosas com o dragão.

As técnicas de efeitos especiais utilizadas para dar vida à criatura são impressionantes para a época, e é notável a atenção dada a todos os elementos e cenários. Além disso, os méritos do roteiro elevam o filme para além de seus aspectos visuais. Para os fãs de dragões, este é um clássico imperdível.

Título: O Dragão e o Feiticeiro
Título original: Dragonslayer
Diretor: Matthew Robbins
Ano: 1981
País: Estados Unidos

#3

Krull

Star Wars medieval com castelos, ciclopes e lasers

Quando um castelo-espaçonave desce dos céus e inicia uma invasão sobre o mundo fantástico de Krull, o jovem príncipe Colwyn embarca em uma jornada em busca de sua própria coragem, recrutando armas e aliados peculiares para derrotar os invasores (e, é claro, resgatar sua noiva Lyssa das garras do inimigo, para não quebrar a tradição). É, sem dúvida, uma daquelas tradicionais aventuras inspiradas na luta entre o Bem e o Mal.

Em Krull, homens medievais armados com espadas e lanças lutam contra alienígenas munidos de pistolas laser. Embora nosso herói (que não é Luke Skywalker) conte com a ajuda de um velho mentor (que não é Obi-Wan Kenobi) e de alguns aliados fora-da-lei (que não são Han Solo e Chewbacca) para resgatar uma princesa (que não é Leia) de uma fortaleza voadora inexpugnável (que não é a Estrela da Morte), não é apenas em Star Wars que o filme busca inspiração. Temos ainda uma aranha gigante (em stop motion) e uma cena com areia movediça no pântano, comuns em filmes de fantasia; um ciclope, da mitologia grega; uma arma mágica que só responde ao herói, como a Excalibur das lendas arturianas; e feiticeiros, cavaleiros, castelos e outros elementos típicos do imaginário místico medieval. Krull pode não ser um dois filmes mais originais do gênero, mas com todos os elementos que abarca, acaba vencendo os críticos pelo cansaço.

Título: Krull
Título original: Krull
Diretor: Peter Yates
Ano: 1983
País: Estados Unidos / Reino Unido

#4

A Lenda
Legend

Um conto de fadas definitivo para todas as gerações

Quando falamos de beleza cinematográfica, poucos filmes atingem o mesmo patamar de A Lenda. Todas as melhores produções de Ridley Scott são aclamadas por seus aspectos visuais e atmosféricos, como Alien, Blade Runner e Gladiador, mas A Lenda dedica-se mais do que qualquer outro a recriar o maravilhamento humano com a fantasia. O filme adapta como nenhum outro a potência e o imaginário mágico dos contos de fadas, traduzindo-os não apenas para crianças, mas também (e principalmente) para o público adulto.

Entre as várias cenas inesquecíveis de A Lenda, são destaques o encontro da princesa Lili com o unicórnio, junto ao riacho, e o sequestro de Lili pelo Senhor das Trevas, o demônio em pessoa. O tema mítico do unicórnio, cuja única fraqueza é sua docilidade exclusiva para com garotas virgens, nunca foi retratado em imagens tão icônicas, assim como a aterradora imagem do diabo, que até hoje não foi retratada de forma mais memorável. E em meio aos elfos da floresta encantada, o filme ainda traz um muito jovem Tom Cruise como menino dos bosques, além de outros personagens surreais.

Infelizmente, a versão levada aos cinemas em 1985 foi severamente mutilada pelo estúdio, removendo inclusive a trilha sonora de Jerry Goldsmith, um dos maiores compositores da história do cinema. Então, lembre-se de assistir à versão do diretor (director´s cut), que foi lançada vários anos depois.

Título: A Lenda
Título original: Legend
Diretor: Ridley Scott
Ano: 1985
País: Estados Unidos

#5

Os Bandidos do Tempo
Time Bandits

Um clássico quase-Monty Python para crianças

Kevin, um menino de 11 anos apaixonado por história, tem a chance de realizar seu sonho quando seis anões viajantes do tempo materializam-se em seu quarto. Os anões, ex-empregados do Ser Supremo (Deus), haviam roubado o mapa divino do espaço-tempo, artefato que os permite aparecer em qualquer lugar e momento histórico que quisessem. Mas o uso que eles dão ao mapa não é dos mais nobres: roubar tesouros de todas as épocas e civilizações. Junto a esses seis vigaristas, Kevin passa a pular de era em era, pechando com Napoleão (Iam Holm, o Bilbo de O Senhor dos Anéis), Robin Hood (John Cleese, do Monty Python) e Agamemnon (Sean Connery, que dispensa apresentação).

Dirigido por Terry Gilliam, outro membro do grupo de comédia Monty Python, Os Bandidos do Tempo tem o DNA de filmes como Em Busca do Cálice Sagrado e A Vida de Brian, de um humor absurdo, surreal. Como em outros de seus filmes, Gilliam conduz a aventura de Kevin e os anões diálogos inteligentes e espirituosos, sequências oníricas, às vezes nonsense, e sempre com uma generosa dose de humor negro. Com trilha sonora de Trevor Jones (O Cristal Encantado e Excalibur) e um visual imaginativo e exuberante, Os Bandidos do Tempo é um dos melhores filmes do diretor, talvez lado a lado com Brazil.

Título: Os Bandidos do Tempo
Título original: Time Bandits
Diretor: Terry Gilliam
Ano: 1981
País: Reino Unido

#6

Willow - Na Terra da Magia
Willow

Quase hobbits em uma quase Terra Média

Depois de concluir a trilogia Star Wars, em 1983, e ainda envolvido com a série Indiana Jones, George Lucas decidiu levar às telas outra de suas ideias: um conto de fadas medieval. À semelhança de O Senhor dos Anéis, essa história de Lucas traz um protagonista de baixa estatura, Willow, uma das pessoas pequenas que vivem na paradisíaca aldeia de Nelwyn (como os hobbits do Condado).

A aventura de Willow começa quando um bebê das pessoas grandes aparece em um cesto trazido pelo rio. Para além da aldeia, o mundo externo é perigosíssimo, e as pessoas grandes certamente não são confiáveis; mas Willow decide arriscar-se mesmo assim, partindo em uma jornada incerta para devolver a criança perdida a seu povo. Com a ajuda de um exímio espadachim, de estranhas fadas e de outros guerreiros e feiticeiros, Willow terá chance de testar suas habilidades de mago aprendiz, contra a abominável Rainha Bavmorda e seu exército.

Título: Willow - Na Terra da Magia
Título original: Willow
Diretor: Ron Howard
Ano: 1988
País: Estados Unidos

#7

O Cristal Encantado
The Dark Crystal

Muppets para quem quer ter pesadelos

Em 1982, dois dos maiores marionetistas do mundo se juntaram para criar uma obra-prima. Jim Henson, famoso pela criação dos Muppets, e Frank Oz, que deu voz e vida a Mestre Yoda, aliaram-se na direção deste filme 100% estrelado por marionetes. Como resultado, a produção visual de O Cristal Encantado é tão mágica e fascinante quanto sua história, desde os incríveis efeitos práticos utilizados para animar plantas e animais mágicos nos jardins encantados até a monstruosidade dos esqueléticos Skeksis e seu exército de insetos gigantes.

Ao contrário dos Muppets, portanto, as criaturas deste mundo fantástico são sombrias, e muitas até grotescas e assustadoras. Enquanto os magos-anciãos Urskeks representam o equilíbrio, como guardiões da paz e da sabedoria, os pássaros-lagartos Skeksis tiranizam o planeta, espalhando caos e opressão. Em meio a esses conflitos, encontramos o nosso herói élfico Jen: como todo bom herói, sua missão será nada menos do que restaurar o equilíbrio do universo, encontrando o fragmento perdido do Cristal Negro que harmoniza as forças da natureza.

Título: O Cristal Encantado
Título original: The Dark Crystal
Diretor: Jim Henson & Frank Oz
Ano: 1982
País: Estados Unidos / Reino Unido

#8

Excalibur, a Espada do Poder
Excalibur

Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda em sua melhor encarnação no cinema

Excalibur é o filme de uma lenda. Florestas exuberantes, castelos belíssimos, magos poderosos e espadas brilhantes são frequentemente associados ao imaginário medieval, mas a verdadeira Idade Média foi muito menos fantástica e fotogênica. As lendas arturianas, portanto, representam uma versão mítica do medievo. O Rei Arthur Pendragon e seus cavaleiros da Távola Redonda, em Camelot, retratam a nobreza idealizada da classe guerreira da época, assim como os fascínios femininos da Rainha Guinevere, cristã, e da feiticeira Morgana, pagã, salientam o contraste entre a cultura nativa da Bretanha e as crenças e tradições trazidas de fora pelo agora agonizante Império Romano. E sem esquecer do mago Merlin, avatar do esoterismo associado à ilha de Avalon e às tradições dos druidas.

Por buscar ser fiel ao tom e ao propósito originais das lendas, Excalibur não foge de temas como violência, sexo, intriga, traição, paixão. Assim, definitivamente não se trata de um filme para crianças. Com um visual perfeitamente alinhando ao tom legendário a que se propõe, o filme ainda traz uma potente trilha sonora de autoria de Trevor Jones, que explora tanto as músicas folclóricas medievais quanto o coro agourento da clássica O Fortuna. De todos os filmes baseados nas lendas arturianas, este sem dúvida é o mais fiel e representativo de suas versões originais.

Título: Excalibur, a Espada do Poder
Título original: Excalibur
Diretor: John Boorman
Ano: 1981
País: Estados Unidos / Reino Unido

#9

Os Aventureiros do Bairro Proibido
Big Trouble in Little China

Feitiçarias chinesas e outras esquisitices

Esta é uma aventura das mais esquisitas. Nosso herói, o caminhoneiro casca-grossa Jack Burton, decide acompanhar seu amigo chinês Wang Chi até o aeroporto, onde Wang daria as boas-vindas à sua noiva de olhos verdes recém-chegada da China. A noiva, porém, é imediatamente sequestrada por uma gangue de rua de Chinatown. Jack e Wang logo descobrem que o poderoso feiticeiro David Lo Pan, que havia sido amaldiçoado há mais de dois mil anos a existir sem corpo físico, precisa se casar com uma mulher de olhos verdes para recuperar seu corpo físico, e a noiva de Wang foi a escolhida. Os dois amigos, então, juntam-se à advogada Gracie Law e ao motorista de ônibus (e aprendiz de feiticeiro) Egg Shen e embarcam em uma grande aventura no subsolo de Chinatown, onde enfrentam um mundo de mágicos e feiticeiros, monstros e lutadores de artes marciais.

Mal recepcionado na época de seu lançamento, mas gradualmente transformado em clássico cult, especialmente pelos fãs do diretor John Carpenter (Halloween, The Thing - O Enigma de Outro Mundo, Fuga de Nova York), Os Aventureiros do Bairro Proibido foi escrito e dirigido como uma história em quadrinhos fantástica, com o tom e o humor desse tipo de mídia. Os diálogos implicantes entre o caminhoneiro Jack e a advogada Gracie, pelos quais os dois flertam ao longo da jornada, lembram as bicadas entre Han e Leia em Star Wars. É uma experiência divertida, excêntrica e engraçada, que só os anos 80 poderiam produzir.

Título: Os Aventureiros do Bairro Proibido
Título original: Big Trouble in Little China
Diretor: John Carpenter
Ano: 1986
País: Estados Unidos

#10

A História Sem Fim
The NeverEnding Story

O filme de um livro sobre um menino lendo um livro

O jovem e medroso Bastian vive uma vida triste, frequentemente atormentado por bullies na escola. Em uma dessas ocasiões, ele foge e refugia-se em uma empoeirada livraria, onde um livreiro lhe apresenta este estranho livro intitulado A História sem Fim. Segundo o livreiro, o livro é perigoso. Isso, porém, não previne Bastian de "pegá-lo emprestado" e ir lê-lo escondido no sótão da escola. Mas ao iniciar a leitura, o menino é arrastado para a terra mítica de Fantasia, que precisa desesperadamente de um herói para salvá-la da destruição.

Baseado no livro homônimo de Michael Ende, A História sem Fim é um dos filmes de fantasia mais marcantes e inspiradores da história do cinema. Ele traz personagens e cenas inesquecíveis, como a tartaruga gigante do pântano, o Trinca-Pedra comedor de montanhas, o cão-dragão Falkor e a Imperatriz Menina. Alguns momentos, como aquele em que Atreyu perde seu cavalo na lama movediça do pântano, ou os horrores do lobo Gmork, personificação do Nada, ainda fazem tremer muitos millennials. E apesar das oscilações da história entre climas de sonho e pesadelo, A História sem Fim fala àquela parte criança em todos nós que nunca deixará de se fascinar pelas facetas mágicas do mundo.

Título: A História Sem Fim
Título original: The NeverEnding Story
Diretor: Wolfgang Petersen
Ano: 1984
País: Alemanha Ocidental / Estados Unidos / Reino Unido

#11

A Princesa Prometida
The Princess Bride

Conto de fadas com humor excêntrico dos anos 80

Ah, os velhos tempos, quando as donzelas ainda eram resgatadas, e os homens resolviam seus problemas com espadas. Buttercup, ou Flor de Manteiga, é nossa princesa. Seu noivo prometido, porém, não é o jovem e humilde Max, por quem ela se apaixonou, mas o maligno príncipe Humperdinck, vilão que a obriga a aceitá-lo enquanto Max é capturado por piratas. Tudo nos conformes para um tradicional conto de fadas.... Ou será?

Prepare-se para todo tipo de esquisitice em A Princesa Prometida: ratos gigantes circulando pelos pântanos, poços de areia movediça, lagoas habitadas por enguias guinchantes. Figuras peculiares vão se somando pela caminho: o destemido espadachim Inigo Montoya, que sonha se vingar do homem de seis dedos que matara seu pai; Fezzik, um gigante de bom coração, mas pouco miolo; e o desalmado Vizzini, que pensa um pouco demais de si mesmo. Um história tão antiga quanto o tempo... e excêntrica, mas estranhamente familiar.

Título: A Princesa Prometida
Título original: The Princess Bride
Diretor: Rob Reiner
Ano: 1987
País: Estados Unidos

#12

O Feitiço de Áquila
Ladyhawke

Romance medieval ao som do pop dos anos 80

Em O Feitiço de Áquila, dois amantes são cruelmente afastados por uma maldição, passando a viver separados como o dia e a noite (literalmente). O amante, capitão Navarre, é condenado pelo feitiço a se tornar um lobo durante a noite, eternamente, enquanto sua amada Isabeau transforma-se em um falcão durante o dia. Na esperança de capturar o bispo que os havia amaldiçoado, porém, Navarre acaba unindo forças com o jovem ladrão Gaston, que acabara de fugir da masmorra de Áquila metendo-se pela latrina.

Com boas doses de ação, aventura, romance, suspense e comédia, o filme nos convida a visitar um mundo onde o amor, a honra e a coragem são recompensados. A trilha sonora é engraçada: às vezes se escuta uma bela sinfonia expressando a beleza dos cenários, e depois, durante as cenas de ação, passam a tocar algumas canções pop "descoladas", típicas dos anos 80. Direção, fotografia e atuação, no entanto, são excelentes.

Título: O Feitiço de Áquila
Título original: Ladyhawke
Diretor: Richard Donner
Ano: 1985
País: Estados Unidos

#13

O Mundo Fantástico de Oz
Return to Oz

Disney apresenta: pesadelos no mundo de Oz

Para apreciar esse clássico da Disney, é preciso ter em mente duas coisas. Em primeiro lugar, esta não é uma continuação do clássico filme da MGM (O Mágico de Oz, 1939). Na verdade, trata-se de uma síntese de vários livros da série. Além disso, o filme de 1939 não reflete com muita fidelidade o mundo fictício de Oz (da forma como ele é retratado nos textos de Frank Baum), então esteja avisado: este é um dos universos imaginários mais bizarros já criados, e O Mundo Fantástico de Oz explora com estilo essa excentricidade.

Vários novos personagens entram em cena, todos peculiares e memoráveis, em meio a cenários ora adoráveis, ora tenebrosos. Os aspectos técnicos da produção tornam cada momento interessante inclusive de uma perspectiva cinematográfica, dada a criatividade e a riqueza de detalhes. E ainda que se dirija ao público infantil, o filme foi categorizado como fantasia sombria, devido à vivacidade inquietante de seu imaginário. Como resultado, O Mundo Fantástico de Oz é um clássico muito diferente de seu predecessor, mas que se sustenta como uma experiência única no cinema fantástico.

Título: O Mundo Fantástico de Oz
Título original: Return to Oz
Diretor: Walter Murch
Ano: 1985
País: Estados Unidos

Bônus:

#14

Conan, o Bárbaro | Conan, o Destruidor
Conan the Barbarian | Conan the Destroyer

Pancadaria, luta de espadas e cabeças rolando

Dos quadrinhos para o cinema, as aventuras de Conan, o Bárbaro, não poderiam ter contado com uma escolha de elenco mais perfeita. Nos anos 80, no auge de sua carreira em fisiculturismo, Arnold Schwarzenegger era a encarnação irretocável do personagem, em todo o exagero épico de sua fisionomia.

No primeiro filme da série, é narrada a origem do personagem. Ainda criança, Conan é escravizado após o assassinato de seus pais, pelas mãos do feiticeiro Thulsa Doom (James Earl Jones, a voz de Darth Vader). Ao crescer, Conan transforma-se no lutador destemido e praticamente invencível que todos conhecem, e seu objetivo, obviamente, passa a ser vingar-se do terrível Thulsa Doom. Nada sofisticado, mas estamos falando de bárbaros trogloditas, afinal.

Com um visual bastante fiel às celebradas ilustrações de Frank Frazetta, um dos ilustradores de Conan, o primeiro filme da série ainda conta com uma excelente trilha sonora de Basil Poledouris, que dá vida e textura ao universo retratado. Na continuação, lançada dois anos depois, Conan junta-se a outros personagens para resgatar uma princesa (sim, não podia faltar), embora a jovem alteza não seja exatamente o que parece.

Estes não são filmes muito adequados para crianças, dada a violência excessiva e as cenas de nudez. Mas para os fãs já barbudos de RPG e de quadrinhos, eles fazem parte da alfabetização cultural básica.

Título: Conan, o Bárbaro | Conan, o Destruidor
Título original: Conan the Barbarian | Conan the Destroyer
Diretor: John Milius | Richard Fleischer
Ano: 1982 | 1984
País: Estados Unidos

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Bárbara Lima

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